Move Cultura

TRAJETÓRIA DA MOVE CULTURA APRESENTADA EM CONGRESSO INTERNACIONAL

A trajetória da Move Cultura foi apresentada no I Congresso Internacional da Rede Emíli@ e XXIV Simpósio do ICH, realizado entre os dias 28 e 30 de setembro, na PUC Minas, em Belo Horizonte, com transmissão online. A diretora da organização, Raquel Braga, apresentou o artigo “Da busca por cultura à produção cultural: protagonismo jovem e direito à cidade na trajetória da Move Cultura”, escrito em parceria com Rafael Luiz Aquino. O trabalho integra as discussões do evento sobre direitos de crianças, adolescentes e jovens, participação social, cultura e desigualdades territoriais. Leia o resumo:

O artigo recupera a origem da Move Cultura, criada a partir da mobilização de jovens de Contagem que buscavam alternativas para acessar manifestações culturais com as quais se identificavam. Na época, a oferta de eventos de música eletrônica no município era limitada, levando o grupo a se deslocar para Belo Horizonte. As dificuldades de transporte público durante a madrugada fizeram com que esses jovens começassem a organizar suas próprias atividades em ruas, praças e outros espaços públicos de Contagem, transformando uma demanda por acesso à cultura em uma experiência coletiva de produção cultural.

A partir dessas primeiras iniciativas, a atuação do grupo foi se ampliando e levou à formalização da organização, inicialmente como Bangalô Cultural e posteriormente como Move Cultura. A institucionalização possibilitou o acesso a editais, leis de incentivo e outras formas de financiamento, além da criação de ações de formação e participação social. Entre os projetos desenvolvidos ao longo dessa trajetória estão o NuBeco, que articulou cultura e intervenção urbana nos bairros Eldorado e JK, a Casa Criativa, primeira sede física da organização, a Escola Livre de Artes Digitais (ELAD) e a Rede Afroempreendedora Criativa.

A experiência apresentada no congresso também evidencia como a cultura pode atuar como instrumento de apropriação e transformação dos territórios. Para além da participação em atividades culturais, a trajetória da Move mostra o protagonismo de jovens na criação de iniciativas, na ocupação de espaços públicos e na construção de novas possibilidades de acesso à cultura. O percurso também amplia a compreensão sobre o direito à cidade, relacionando mobilidade, distribuição territorial das oportunidades e participação da juventude na produção da vida urbana. Confira a apresentação:

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